quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

fundamentalismo islâmico


Não obstante celeumas ideológicas, é quase impossível não atribuir ao imperialismo europeu (logo, ao capitalismo), o barril de pólvora em que se transformou o Oriente Médio. O desarranjo lógico do território forjou ali as mais es-drúxulas unidades sem o mínimo lastro histórico-geográfico que justificasse a existência de certos países, em particular às margens do Golfo Pérsico, mas também nas areias do deserto. Fronteiras mal formuladas construíram gradativamente o clima de tensão que hoje se abate na região. A tensão evoluiu para violência na segunda metade do século XX, cujas três últimas décadas assistiram ao surgimento de um novo fenômeno: o fundamentalismo.

INTOLERÂNCIA: FENÔMENO DO SÉCULO XX
Quem matou o Mahatma Gandhi? Quem matou Yitzhak Rabin? Quem matou Anwar Sadat? Cada um desses líderes foi morto pelo fundamentalismo intrínseco à sua própria religião.
Apesar de litígios religiosos serem antiquíssimos, é no século XX que o extremismo torna-se fenômeno comum. Temos notícias de atentados religiosos desde o fim do século XIX, quando a Irmandade Muçulmana lutava contra o domínio britânico no Egito. Mas o parâmetro contemporâneo para aquilo que se convencionou designar como “fundamentalismo” podemos encontrar na Revolução Islâmica de 1979, quando o Irã converteu-se em uma teocracia xiita.
O fundamentalismo é um movimento reacionário, pois pretende um retorno aos valores tradicionais que fundamentam sua crença, numa clara oposição ao secularismo e à modernidade. A emergente Índia, por exemplo, candidata à condição de potência econômica nos anos vindouros, tem no combate ao extremismo religioso interno seu maior desafio. O Partido do Congresso, laico, tenta, a duras penas, construir uma nação secular, mas o oposicionista Barhatya Janart Party (BJP), de orientação fundamentalista hindu e que já governou nos anos 1990, luta por uma Índia teocrática, caminhando no sentido contrário e investindo na supremacia bramanista perante uma minoria muçulmana de mais de 150 milhões de habitantes. A atmosfera indiana é de pura tensão.
O crescimento religioso do Islã nos países pobres e subdesenvolvidos apesar de suas conquistas em áreas essenciais para a vida, não corresponde a um avanço sócio-econômico geral. Mas ao contrário, conforme afirmam alguns alguns analistas, as várias enfermidades sociais desses países como: a miséria, a subnutrição, o analfabetismo, o desemprego juvenil estrutural, entre outros, podem promover como promoveram muito mais o surgimento de grupos radicais decorrentes de uma conjuntura desfavorável, manifestada  pela luta contra a manutenção do poder de suas elites que colaboram para as mazelas sociais do país (Esposito,1995a). Essa luta por reconhecimento, cuja ação violenta é desempenhada por parte de alguns grupos extremistas radicais consistiria então numa rejeição a sua posição subordinada, seja em termos de renda, de status, poder ou recursos, muito mais do que o medo do avanço do Ocidente secular (Mariz, 2001).                                            É dentro deste panorama multifacetado e complexo, sobretudo na diversidade da explosão islâmica que surgem e se desenvolvem organizações, correntes de pensamentos e certos grupos fundamentalistas. Para alguns desses grupos mais radicais que se opõem a um diálogo com o Ocidente Moderno, a reafirmação do Islã seria a única alternativa mais coerente para a solução dos problemas das sociedades muçulmanas. (Vicenzi, 2001).                            Porém, a origem desses esforços de islamização ou ressurgimento islâmico (Berger, 2001), ou ainda nesse cenário de crescimento da religião no mundo, dissolve-se também a idéia de um movimento único, absolutamente radical e solidário a formação de uma internacional islâmica anti-ocidental.                              

O Islã que cresce numéricamente, não representa uma ameaça direta ao Ocidente secular, mas sim uma diversidade de povos e culturas que através de suas mais variadas expressões demonstram qual o nível de diálogo que têm com o Ocidente.  Por isso Berger (2001) em seu ensaio sobre a “ dessecularização do mundo: uma visão global”, aponta que a questão da ressurgência religiosa do Islã nas questões mundiais deve ser analisada e entendida caso a caso, jamais em sua totalidade.

A intolerância e o fundametalismo tornam-se opções para os muçulmanos, na luta contra o secularismo. Mas essa luta,  não passa apenas contra o impacto corrosivo do capitalismo global e do modo de vida ocidental moderno (Zizek, 2001), mas também contra os regimes “tradicionalistas”  da Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Líbia etc.. Dessa forma, nossa atenção além de estar orientada não apenas para o “Choque de Civilizações” como aponta Samuel Hungtinton (1994), está também direcionada para o choque de interesses econômicos e geopolíticos dos países desenvolvidos com as monarquias conservadoras do Oriente Médio detentoras de grandes reservas de petróleo.      Sobre essa questão afirma o filósofo Slavoj Zizek: “Eles (países muçulmanos do Oriente Médio) devem continuar não-democráticos, a idéia subjacente, é claro, é que o despertar democrático pode dar origem a atitudes anti-americanas.
Sem dúvida há muitos países muçulmanos com uma forte aversão à política externa americana, como há também uma forte influência política e econômica dos países desenvolvidos em relação as monarquias islâmicas importantes e detentoras de riquezas naturais. Portanto, faz-se necessário uma devida atenção para a análise de toda a complexidade e heterogeneidade do universo islâmico, levando-se sempre em consideração os fatores internos e externos da nação-Estado muçulmana em que se propõe singularmente investigar.

 O que nós precisamos é que as nossas classes políticas assegurem o Ocidente para os Ocidentais e para todos os que se identifiquem com os valores Ocidentais, para todos os que se identifiquem com a democracia, para todos aqueles que amem a liberdade e desejam viver livremente.

 Os muçulmanos têm o islão no coração e como tal devem fazer aquilo que o profeta Maomé os ensinou - a multifacetada jihad - conquistar, submeter, forçar conversões á "única fé verdadeira". 

Eles nem sequer escondem ao que vêm. São simples e directos:

"We are at war against infidels. Take this message with you. I ask all islamic nations, all muslims, all islamic armies, and all heads of islamic states to join the holy war. There are many enemies to be killed or destroyed. Jihad must triumph...muslims have no alternative...to an armed holy war against profane governments...Holy war means the conquest of all non-muslim territories.It will be the duty of every able-bodied adult male to volunteer for this war of conquest, the final aim of which is to put koranic law in power from one end of the earth to the other".
"Estamos em guerra contra os infiéis. Leve essa mensagem com você. peço a todas as nações islâmicas, os muçulmanos, todos os exércitos islâmicos, e todos os chefes de Estados islâmicos para se juntar à guerra santa. Existem muitos inimigos a serem mortos ou destruídos. Jihad deve triunfar ... os muçulmanos não têm alternativa ... a uma guerra santa contra os governos armados profano ... A guerra santa significa a conquista de todos os não-muçulmanos territories.It será dever de todos os adultos do sexo masculino fisicamente aptos a participar voluntariamente desta guerra de conquista, o objetivo final de que é pôr a lei corânica no poder de uma extremidade da terra até o outro ".
Ayatollah Khomeini


Tragédias incríveis acontecem como a de julho/2011 na Grã Bretanha,  leiam:
http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/07/do-diario-manifesto-do-doido-da-noruega.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&

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