Nunca diga que a amizade não existe; qual nos acontece, cada amigo nosso tem as suas limitações e se algo conseguimos fazer em auxílio do próximo, nem sempre logramos fazer o máximo, de vez que somente o Espírito Superior consegue tudo em todos.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Jovens... Encontrando a Felicidade.
Através de momentos de refelexão e ação, que venham promover a prática da solidariedade, da compreensão e do respeito, solidificando a formação para cidadania, alcançando assim, mudanças significativas que enobrecem o coração humano e ajudam na convivência harmoniosa consigo mesmo, com os outros, com a natureza e com Deus.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Livros favoritos de Hitler causou polêmica na Rússia
tradução google se não perfeita o suficiente para entender
Segundo o The Moscow Times, 126 membros, o secretário da Câmara Pública Yevgeny Velikhov, "Protocolo de Delegação de idosos de Sião 'Attorney General Yuriy Çayka'dan quer investigação sobre seu trabalho.
Pela primeira vez no livro publicado em 1903 na Rússia czarista, os judeus estavam fazendo planos para dominar o mundo que é pedida. Livros do século 19 pelo francês Maurice Joly humorista político se desfez, mas mais tarde se tornou um dos períodos, anti-semita dos marcos da literatura. A leitura da Alemanha nazista como um livro.
Será que ainda não uma explicação para o pedido feito Çayka'dan. Mas seus subordinados tinham vivido com a discriminação e ódio que não há nenhum conteúdo.
Muitos acadêmicos, o livro também chama a atenção para elementos anti-semitas. Sova'da "yaancı düşmalığı" Vera Alperoviç especialistas que trabalham com a declaração: "Obviamente, nós caímos diferem quanto proibida mesmo proibiu o livro. Porque estamos preocupados com o fato de que essa decisão provocou no país anti-semitas", disse ele.
Rusya.Ru
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Espíritos extraterrestres, principalmente os de Capela...
Neste período, há dezoito milhões de anos atrás de primeiras formas humanas físicas o Planeta serviu de berço para a encarnação de diversos seres do cosmos. A literautra espírita cita principalmente a encarnação dos espíritos exilados de Capela (Ver livros Espiritas-"A Caminho da Luz","Exilados de Capela")
Porém, há um intervalo de tempo quase infinito e desconhecido na história da Terra. Foi o período – 500.000 anos atrás- em que há registros da presença de Extraterrestres, Interplanetários bons e maus, em várias partes do Globo.
Neste perído inicial ,houve a encarnação da 1ª raça raiz e 2ª raça raiz, tão bem conhecida da teosofia e outros estudos ocultistas, e que não eram propriamente raças físicas, completamente materializadas. Isto só se deu na 3ª raça raiz Lemuriana. (Aqui vamos deixar os milênios se passarem e nos adiantar no tempo CONHEÇA MAIS SOBRE O ASSSUNTO : UMA REUNIÃO DA GRANDE FRATERNIDADE.
Com a encarnação de espíritos extraterrestres, principalmente os de Capela, a Terra seguia seu destino cósmico e os homens sobre o planeta viviam sobre o reino do terror, dominação e violência. Quando este clímax atingiu os pontos de saturação vibratória máxima- que é conhecido nos códigos estelares com o código 666- abalando o equilíbrio dos planetas próximos, os Diretores Estelares decidiram intervir."
Observações minhas, devido leituras: Os exilados de capela, vieram de um planeta chamado Capela, porque o períspirito deles não estavam acompanhando a evolução dos demais habitantes daquele lugar, ou seja, vieram apenas alguns habitantes de lá, para cá. Povoaram a terra, e geraram a raça branca. Algumas foram para o Egíto, outras para a índia, Israel e alguns países da Europa (Grécia, povos latinos, povos celtas).
Dentro deste contexto foram alguns deles que habitaram a atlântida, esses eram os mais evoluídos e logo voltaram a capela. Em comparação aos demais.
Realmente é um assunto maravilhoso esse que você perguntou. O qual você passa horas e horas lendo sem sequer ver o tempo passar.
Os meios ocultistas, esotéricos, herméticos, também têem conhecimento da existência dos "exilados de capela", não apenas os espíritas kardecistas.
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070609134347AAsPvEh
Leia também...
Os Exilados não são de Capella
2012 propaganda de uma ideologia do ocultismo que a mídia mundial está ensinando
As Possibilidades de um Engano e da Realidade
A decepção de 2012 é a propaganda de uma ideologia do ocultismo que a mídia mundial está ensinando. A verdade é desvendar a definição ocultista da "saga do fim de mundo", ou um "despertar". A definição ocultista é o antigo sistema da dualidade do governo para o início da Nova Ordem Mundial, e, possivelmente, a Era de Aquário, a referência é de morte e renascimento. A mentalidade para causar medo e pânico na humanidade iludida da verdadeira agenda. Da numerologia que é apresentada, o ocultismo está usando 2012 como um começo para a sua "Nova Era" de dominação fascista da Nova Ordem Mundial, no entanto, os Illuminati poderão causar uma falsa realidade de que que o mundo vai acabar, mas, então, gerariam um "salvador" e, possivelmente, de uma presença alienígena. (Veja Independence Day para entender mais ou menos como isso poderia ocorrer).
Produzindo um salvador alien, causa manipulação entre os “alienígenas” e os seres humanos, então o Anticristo pode chegar e salvar o mundo da guerra alienígena, apesar de toda a situação ser encenada. Então, em 2018, o fim do exílio anos 70, os judeus podem construir seu templo (ou possivelmente antes), porque os estrangeiros terão bombardeado a área do templo. A Nova Ordem Mundial estará em pleno andamento a se estabelecer para o anticristo, e, possivelmente, a data do complemento disso poderia ser 2020.
Alguns Acontecimentos Numerológicos
Em 11 de setembro de 1609 - O explorador Henry Hudson navegou em porto de Nova York e descobriu a ilha de Manhattan e do rio Hudson, a localização em que as Torres Gêmeas foram construídas.
Em 11 de setembro de 1941 – Começou oficialmente a construção do Pentágono. Assim, 60 anos depois, o Pentágono é atacado. O número "6" é um número importante para o ocultista. O número do homem é "6", o número de homem do governo "perfeito" é "66" e o número do líder perfeito de todos os tempos é "666".
Em 11 setembro, 1972 - O mundo foi introduzido ao terrorismo dos Jogos Olímpicos de Munique em 1972. Havia 121 países participantes (11x11 = 121), e 11 atletas israelenses foram mortos. Exatamente 29 anos (2 +9 = 11) após esse horror terrorista terminar, outro horror mais desprezível ocorreu – no dia 11 de setembro de 2001 ocorrem os ataques terroristas as Torres Gêmeas.
As datas acima são apenas um dos acontecimentos mais simbólicos projetados pela Elite ocultista.
Complemento
Para entender um pouco mais sobre as datas, símbolos e simbologias, veja os vídeos abaixo:
Conclusão
Você deve ter em mente, que muitas das coisas acima citadas podem ocorrer ou não, mas é importante para que entenda e veja como alguns acontecimentos, mortes etc., funcionam de acordo com a crença dessa Elite que quer a todo vapor fundar a Nova Ordem Mundial. Muitos dos acontecimentos são feitos a partir disso, seja para chocar a humanidade e condiciona-la para que seus planos completem-se, ou para que se ocorram sacrifícios em certas datas, mas também, como uma base para cegar uma boa parte das pessoas, determinadas coisas são feitas para se despistar a realidade, como até o lançamento de alguns filmes.
É bom que fique claro, somos cristãos e não acreditamos ou aderimos a esse tipo de crença como a numerologia, mas é tratado aqui para que você entenda ainda mais como uma Agenda para a Nova Ordem Mundial é colocada e vem sendo cumprida por vários acontecimentos, e pela manipulação da mídia.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Artigos Intrigantes
La desconcertante red de túneles de la Cordillera del Cóndor
Recientemente tuve la oportunidad de charlar en Madrid con el periodista español Miguel Pedrero y con el Director de la reconocida revista Año/Cero, Enrique de Vicente. El tema principal de nuestra plática se concentró en los túneles secretos de América. Gracias a Pedrero, pudimos compartir momentos de nuestra expedición a ese extraño sistema de túneles en el programa Milenio, de Radio Galega. Sin duda es un expediente abierto que aún suscita interrogantes y las más diversas teorías. ¿Quién construyó esos túneles? ¿Existe una biblioteca metálica con información de civilizaciones perdidas en La Cueva de los Tayos?
¿Por qué el astronauta Neil Armstrong la visitó?
¿Por qué el astronauta Neil Armstrong la visitó?
sábado, 10 de dezembro de 2011
Fugindo do passado
Torna-se cada vez mais difícil associar a Natal ao nascimento de Cristo. Existe muito pouco hoje, na “maior festa da Cristandade” que conduza à conclusão de o Natal ser realmente uma festa cristã. É complicado, realmente, vender geladeiras e máquinas de lavar roupa, com as menções a Deus.
O poema de Machado de Assis em que ele pergunta se somos nós que mudamos ou se o Natal, parece anteceder a uma questão hoje corrente: a irreligiosidade da sociedade contemporânea. Émile Zola – que foi um dos primeiros críticos a elogiar os pintores impressionistas – achou de chamá-los de “realistas”: eles, de fato, romperam uma tradição do cristianismo, de pintarem o ideal, como seriam as cenas religiosas. Mesmo quando retratavam alguém, não raro, um Rubens, um Delacroix ou mesmo um Ingres, trataram de fazê-lo, tendo como pano de fundo, digamos, uma cena idealizada, ou antes, um fundo nenhum. Foi o que fez Charles Dickens. Em seu famoso conto de Natal (“Christmas Carol”), tratou de pôr fantasmas na mente culpada do empresário que maltrata seu empregado, a partir da descrição de um literal pesadelo. O espectro, que arrasta correntes pela casa, e que o persegue no meio da noite, é claramente o demônio de sua consciência. Em seu poema, Machado de Assis não fala da questão do consumo que, em seu tempo, era muito precário em comparação com o que se vê hoje em dia. Mas ao detectar uma transformação (“Mudaria o Natal ou mudei eu”?), o escritor projeta a resposta que o mundo deu no futuro: o Natal, em si, já não é uma festa religiosa. Tudo indica que o que mudou foi o Natal.
Talvez a questão resida, de novo, no Papai Noel, um ícone de mentira, que sabemos ser de mentira, e que, por isso mesmo, não passa de um ícone. Na verdade, o personagem não tem nada de religioso: ele atravessa os ares com seu trenó, deixa presentes às crianças, mas não reivindica qualquer ligação com o além. Não é o Cristo da Manjedoura que o envia. Quando muito, talvez, sugira, pelas cores, a Coca-Cola: foi com o refrigerante que o Papai Noel apareceu na forma que tem hoje. O mais é a mistura: os sinos tocam em Belém “para o nosso bem”, etc e tal – mas os personagens da Manjedoura parecem resolutamente secundários, coadjuvantes quase. E para os chamados “crentes” – que na atualidade constituem mais de um terço dos religiosos do país- o Presépio sequer existe. Assim também nas representações públicas. No máximo, temos a parafernália das luzes que se enrolam nas árvores, ou que despencam dos edifícios como um espetáculo feérico – mas que parece ter mais a ver com o neon da publicidade do que com as cenas consagradas pela tradição – aquela que se estreita numa gruta, com o Menino, a Virgem, os pastores vindos ao longe – anjos luminosos, uma estrela guia, e as músicas ressoando desde a estratosfera.
Quando Nietszche disse que Deus estava morto, a reação alcançou todos os setores das religiões; a grita geral atingiu vários níveis e o próprio Nietszche foi anatemizado. Sua constatação, de que as religiões perdiam seus elos com a totalidade dos homens, a começar pela sua posição no Estado, nunca foi contestada pelos fatos. E o alarido que se seguiu a sua conclusão, fez muita gente contabilizar, não só os milagre – como os de Fátima, de Lourdes e outros -, mas todo um elenco de fatos extraordinários, os quais, entretanto, nem de longe parece terem tido o condão de ressuscitar Deus.
Evidentemente, existem os religiosos: o Papa ainda reza a Missa do Galo, os crentes em suas denominação cada vez mais numerosas (a contar pelo número de pastores “empreendedoristas”), continuam a erguer seus braços na saudação a Cristo Jesus e em seus “aleluias”. Algumas igrejas católicas esplendem em cores e luzes. Além do mais, há o islamismo. Dizer que Maomé já não tem Deus para ser seu último profeta, parece desconsiderar uma religião que cresceu desmesuradamente nos últimos anos, a ponto de os islâmicos serem, no mundo atual, em números, uma comunidade muito maior que a cristã. De fato, há aspectos de guerra religiosa na resposta que muitos muçulmanos dão às bombas dos EUA e da Otan, que negam, em princípio, a morte de Deus. No entanto, pode-se objetar que, ainda assim, soa inclusive para muitos seguidores do Profeta, quase uma regressão conceber a organização das sociedades em Estados Religiosos. No próprio Irã, aliás, há quem dê como em dias contados, a manutenção da predominância dos clérigos na condução do Estado. Lá, também Alá estaria morto.
A questão, contudo, não parece simples; e não é. Há anos, um religioso escreveu um livro sobre a arte sacra do nosso tempo. Defendia que ela existiria, a despeito da irreligiosidade desenfreada que paradoxalmente se seguiu à Segunda Guerra. Referia-se ao catolicismo e nomeava alguns artistas contemporâneos. Olivier Messiaen que morreu não faz muito, foi, realmente, um compositor que sempre se postou como católico. Escreveu obras textualmente, “para Jesus” e guardou-se de que sua fé era inquebrantável, o que não deixou de ser reafirmado até sua morte. Georges Rouault, pintor, um pouco mais velho que Messiaen, francês como ele, fez uma obra quase que inteiramente religiosa. Françoise Gilot, ex-mulher de Picasso, autora de um livro sobre o pintor, refere-se a Rouault como um artista, eminentemente, religioso. O próprio escritor inglês Graham Greene, morto há uns vintes anos, expôs o problema religioso no âmbito das questões existenciais prioritárias do nosso tempo. Mas, pelo fato de ter colocado a questão, justamente como “um problema”, não parece ter esmorecido a questão concreta de que, com ou sem “o problema”, Deus estaria, de fato, morto.
Pode-se, certamente, ler de muitas maneiras a afirmação (“aforismo”) de Nietzsche. A um homem convicto de sua fé – e há um sem número deles, inclusive entre grandes intelectuais e cientistas – a consideração seria ociosa, até contraditória. Teria de se a avaliar a questão com as devidas reservas: José Saramago, um decidido agnóstico, não imputou a Deus o “grande mal do mundo”? Como considerá-lo morto, se a cada homem-bomba no Iraque ou no Afeganistão, reacende-se a questão do martírio, que só se concebe na crença de uma fé inquebrantável? Realmente, é assim. Mas se torna cada vez mais difícil associar a Natal ao nascimento de Cristo. Ou melhor: existe muito pouco, na “maior festa da Cristandade” que conduza à conclusão de o Natal ser realmente uma festa cristã.
Claro, alguém dirá que é próprio do capitalismo não estreitar comemorações na religião. Complicado, realmente, vender certos produtos com as menções a Deus. Geladeiras e máquinas de lavar roupa, com as bênçãos do Manjedoura, são difíceis de engolir. Os religiosos que o digam.
Há as medalhinhas católicas e os dízimos protestantes, sem dúvida: todos são produtos vendidos ou comprados “em nome de Deus”. Os pagadores de promessa, que se reúnem em Aparecida, aumentam sempre, talvez não na mesma proporção de tempos atrás, mas são numeroso; só que, em todas as manifestações, o que nos identifica já não é a totalidade do ser religioso socialmente, senão a especificidade de o sermos, no âmbito de nossas respectivas igrejas e templos.
Parece ser, enfim, inelutável entre os homens, a existência de um sentimento religioso difuso. Mas já Deus é um traço subjetivo, que não se expõe na última análise das músicas, cantadas nos templos, que só têm de verdadeiramente religioso a invocação direta a Deus. Canta-se Deus em forma de rock, de música de alto consumo, mas justamente por ser também Deus um objeto de consumo. Ou seja, parece que Deus prescinde de uma música especial, de comportamentos que distingam os religiosos dos consumidores. Somos crentes para invocarmos Deus, mas não para nos alijarmos dos outros como uma característica especial.
Durante as perseguições religiosas na Roma antiga, a marca do cristão era uma espécie de divisor de águas: não havia a “mercadoria Deus”. Deve ser por Papai Noel mostrar-se tão importante, que se prescindem as ginásticas para não ofendermos ninguém, ao não invocarmos Deus justamente naquela que seria a marca da “maior festa da Cristandade”?
A pensar, certamente.
domingo, 4 de dezembro de 2011
MORREU UM HEROI DO BRASIL o veterano da FEB Coronel Iporan Nunes de Oliveira.
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"QUEM ACEITA O MAL SEM PROTESTAR, COOPERA REALMENTE COM ELE".
MARTIN LUTHER KING
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sábado, 26 de novembro de 2011
O deus da bíblia, o ensino e a história_0002.wmv
Os gregos do período clássico sabiam que a religião era uma necessidade do Estado e não do indivíduo.
Os gregos estavam desguarnecidos para uma resposta a altura do avanço judaico.
A única saída seria enfrentar o adversário com as próprias armas: O velho testamento.
Os deuses gregos prometiam nada enquanto o Deus dos judeus prometia tudo.
Foi desse modo que o todo poderoso Zeus tornou-se Deus.
O cristianismo nunca foi uma simples religião. É uma cultura religiosa heleno-judaica.
Não se admite que o Novo testamento seja apenas um livro religiosos e não histórico, no sentido que hoje compreendemos a história.
Nas profundezas da criatura humana está a espera o manual para suas decifrações.
Para a história o Deus da bíblia não é um mistério.
O aprendizado penoso tem mostrado ao longo do tempo...
Que quando persiste um mistério alguém está ganhando com ele.
Por Ivani Medina.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
O dia em que os Think Tanks privatizou o ensino no Brasil...
Os encapuzados da USP, invasores da reitoria cuja bandeira de luta é o direito de uso de maconha e contra a presença da PM no campus, nos remete a uma pesquisa com 4.395 alunos realizada em 1998: a maconha havia se transformado num hábito tão comum como fumar cigarro no campus. De cada 100 alunos, 20 fumavam maconha com frequência; 27 costumam fumar cigarro. “De cada 100 alunos de medicina no sexto ano da faculdade, 82 bebem com frequência – o que não significa um caminho inexorável ao alcoolismo; 20% disseram usar com frequência algum tipo de tranquilizante quando estão no último ano do curso”. Próximo do final do curso aumenta o número de usuários e a propensão ao vício de drogas e álcool entre alunos. Os motivos para esse aumento são diversos: pressão dos estudos, estresse, solidão, depressão, convivência grupal pró-relax.
Alarmado com o envolvimento dos alunos da USP com as drogas e álcool, o reitor da época, Jacques Marcovitch, convocou um seminário multidisciplinar, para uma discussão sobre a descriminação da maconha e medidas de prevenção e tratamento. O narcotráfico já dominava a USP/capital, e os demais campi do interior de São Paulo em 1998.
Fiz meu doutorado na USP, entre 2001 e 2005: notícias corriam que cidade universitária era insegura, havia assaltos e estupros, o cheio de maconha era forte, os narcocapitalistas se vestiam como estudantes politizados. O crack ainda não tinha invadido o campus. O movimento estudantil estava esvaziado de alunos e de bandeiras de lutas. Depois dos ataques aos EUA, em 2001, o dito marxista “a religião é o ópio do povo” virou algo como “religião pode ser arma contra o capital”. Pior, alguns admiravam os narcoguerrilheiros das Farcs. O movimento estudantil uspiano – entre outros – teriam se rendido ao vício e à barbárie?
Ninguém duvida que boa parte do movimento estudantil é braço dos micro-partidos de vocação anti-democrática (a maioria odeia a democracia “burguesa”). Também há os independentes, pró-democracia. Há os que defendem o direito de fumar maconha, crack, cheirar coca, liberar bebidas em torno das universidades – como já aconteceuem Maringá. Ora, uma das funções dos cursos universitários é também praticar “extensão”: prevenção e tratamento aos drogadictos, alcoolistas, doentes psíquicos e somáticos. Há professores que se omitem; outros fazem discurso com um olho só (O Diário, 15/11/2011-Opinião e Cx Postal 17/11).
No episódio da USP/2011, um professor pediu na imprensa fazer vistas grossas aos grupos, principalmente na FFLCH e nas moradias do CRUSP, fumando maconha ou crack? O falso argumento que só a comunidade pode vigiar, só reforça o riso dos narcotraficantes. As comunidades dos morros do Rio vigiavam com medo do poder dos narcocapitalistas que criaram um governo paralelo. É isso que eles querem que ocorra com a USP? Alguns fazem discursos cínicos do tipo: “maconha inspira ideias filosóficas”; “fumar maconha é um delito menor”, “a juventude é a fase do experimento”,”o cigarro mata mais do que a maconha” (frases de professores respeitáveis). O mais surpreendente discurso veio do ex-presidente FHC, com cara de bem intencionado.
A exemplo do Rio, há pedidos de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) para a USP. Mas parece que a PM paulistana não tem força moral-estratégica para enfrentar o conluio entre alunos e narcocapitalistas. Até porque a história desta PM remete ao tempo da ditadura: reprimia as liberdades políticas no campus. Que fazer quando a resistência é fundadaem paranóia. Blá!
As universidades públicas hoje passam pelo dilema: autorizar o policiamento no campus, ou deixar o narcotráfico mandar? Universidades públicas bem investem no ensino e pesquisa, mas ignoram a sabedoria e são reféns dos interesses político-ideológicos. A cultura uspiana é arrogante, se pensa numa ilha, alunos, professores e funcionários exigem privilégios de burgueses, mas se imaginam proletários. Imagine: o pai ou mãe contente de ter o filho estudando numa boa universidade fica sabendo que ele foi adotado pelos os narcocapitalistas, ou é laranja de um micro-partido fundamentalista. O movimento estudantil uspiano – entre outros – precisa ser mais razoável e estar sintonizado com o movimento estudantil mundial, no mínimo.
Obs.: os alunos que invadiram a reitoria da USP consideram “de direita” o PSOL e o PSTU.
* RAYMUNDO DE LIMA é Doutor em Educação (USP) e Professor do Departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Estadual de Maringá (DFE/UEM).
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